O ensino de Português no Brasil ao longo das décadas tem se relacionado com a concepção de linguagem que se tem como referência no País. Em 1759 com a Reforma da Pombalina tornou-se obrigatório o ensino de Português com o objetivo de transmiti-lo a população mais pobre. A concepção de linguagem que margeou o ensino ao longo dos anos foi a de "linguagem como expressão do pensamento", havia valorização de textos literários em detrimento dos regionalismos.
Outra concepção era de que, para se escrever dava-se prioridade ao ensino das letras e sílabas para então chegar-se as palavras que, por definição, eram dotadas de significado para representar a realidade. Considerou-se a escrita por muito tempo como habilidade meramente motora, sendo bem desenvolvida com exercício contínuo.
Depois de mais de um século de ensino obrigatório do Português surge o método analítico com o poeta João de Deus. Neste método a proposta é a análise das palavras inteiras. Com o passar do tempo os professores passaram a ter autonomia didática quanto a forma das aulas que dariam.
A linguagem passa a ser vista como instrumento de comunicação e os textos não literários passam a ser incorporados as aulas também.
A revista "Nova Escola" em seu site tem uma série de reportagens sobre o ensino de Língua Portuguesa nas escolas que reflete um pouco sobre como a concepção de linguagem vigente refletiu na forma como a língua era ensinada nas salas de aula.
Vale a pena conferir.
http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/fundamentos/papel-letras-interacao-social-432174.shtml?page=0
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